Como Aumentar Picking 30% sem Expandir o Galpão

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Tem um momento que aparece com frequência nas operações menores de logística: você olha pro layout de picking, vê aquela máquina parada, aquele corredor vazio, e pensa ‘falta espaço’. O gerente chega e diz ‘precisamos expandir o galpão’. O diretor pergunta ‘custa quanto?’ E aí fica aquele silêncio porque construção é caro, demora e não é garantia de nada. Eu passei por isso.

Fui visitar operações que funcionavam bem — atacadistas como Acai e Atacadão, depois uma montadora Jaguar Land Rover. Queria entender como eles movem tanto volume sem ocupar tanto espaço. Fiquei observando o chão da operação, anotando movimentos, gargalos, padrões.

E encontrei algo simples mas decisivo: eles usam muito mais o primeiro nível dos racks. Picking no primeiro nível é rápido, ergonômico, eficiente. Menos tempo em movimento, mais tempo em picking real.

Formei uma hipótese: e se o problema não fosse quantidade de espaço, mas a forma como estávamos organizando o uso do espaço que tínhamos? Montei um piloto em uma pequena área, reorganizei para maximizar o primeiro nível, mantive tudo mais igual, e comecei a medir.

Os números vieram rápido. Menos tempo em movimento, menos cansaço físico, menos erros. Produtividade de picking subiu. Mas aqui está o ponto crítico: quando você melhora picking, melhora tudo que vem depois. Conferência fica mais rápida, carregamento mais organizado, erros na entrega caem.

Expandir foi natural. As pessoas que trabalham viram o resultado. O gerente viu nos números. Não era imposição de mudança que podia falhar — era expansão de algo que já estava provado.

O resultado final: 20 a 30% de ganho em produtividade de picking. Sem nenhum investimento estrutural. Sem obra, sem compra de equipamento, sem parar a operação.

O que ninguém presta atenção é quanto de capacidade fica na mesa por causa de layout. Vejo isso o tempo inteiro em operações — empresas com espaço que não estão utilizando corretamente. E aí o gerente pensa em expandir quando na verdade precisava reorganizar.

Meu ponto é direto: antes de expandir, otimize o layout que você já tem. Porque tem muito espaço sendo desperdiçado por organização ruim.

Se você tem um desafio parecido, de espaço limitado ou produtividade de picking, converso sobre isso. Essa é uma oportunidade que a maioria erra.


Olha, quando você trabalha em logística, tem um momento que aparece com frequência nas operações menores: você olha pro layout do seu picking, vê aquela máquina parada, aquele corredor sem movimento, e pensa ‘falta espaço’. O gerente chega e diz ‘precisamos expandir o galpão’. O diretor fala ‘custa quanto?’ E aí fica aquele silêncio porque construção é caro, demora e não é garantia de nada. Eu passei por isso.

Quando você entra em uma operação de picking que está saturada, a primeira sensação é de caos. Pessoas esbarrando, palets no corredor, picking lento, erros aumentando. A solução óbvia? Construir mais espaço. Mais galpão, mais área. Só que tem um detalhe: isso custa muito dinheiro.

Eu comecei a questionar isso. Será que o problema era realmente falta de espaço absoluto, ou era a forma como estávamos usando o espaço que já tínhamos?

Decidi fazer um benchmarking. Fui visitar operações que funcionavam bem. Comecei com atacadistas. Acai, Atacadao. Você sabe como é: esses gigantes movem volume absurdo com operações que parecem estar sempre no limite, mas funcionam. O que eu queria saber era simples: como eles conseguem mover tanto sem ocupar tanto espaço?

Comecei a observar. Fui para o chão da operação, ficava vendo o fluxo de picking, anotando como os operadores se movimentavam, aonde eles puxavam os itens, quais eram os gargalos de tempo. E tem uma coisa que você vê rápido em operações grandes: eles usam muito mais o primeiro nível dos racks. Não era uma coisa secreta. Era simples. Mas fiz a pergunta certa: por quê?

A resposta é óbvia quando você pensa: picking no primeiro nível é picking rápido. Sem abaixar demais, sem estender os braços lá para cima. É ergonômico, é rápido, é eficiente. Menos tempo em movimento, mais tempo em picking real.

Mas eu queria ter certeza. Fui também visitar uma montadora. Jaguar Land Rover. Queria ver como eles pensavam sobre espaço em ambientes muito mais complexos, onde cada milímetro conta para a qualidade da montagem. E adivinhem? A lógica era a mesma. Quanto mais você utiliza os níveis de fácil acesso, melhor sua eficiência.

Eu comecei a formular uma hipótese. E se o problema não fosse quantidade de espaço, mas a forma como estávamos organizando o uso do espaço que tínhamos? E se colocássemos mais produtos no primeiro nível dos racks para picking, a gente conseguisse lidar com mais volume sem ocupar mais espaço físico?

Você não vai fazer isso em escala cheio só porque teve uma ideia. Isso é amadorismo. Então montei um piloto. Escolhi uma pequena área de picking. Reorgganizei aquela seção para maximizar o uso do primeiro nível. Mantive tudo o mais: equipe, processos, horários. Mudei só a distribuição física dos produtos.

E comecei a medir. Cronômetro, quantidade de pedidos processados por hora, quantidade de erros, satisfação da equipe com a ergonomia. Os números apareceram rápido.

O impacto no picking foi imediato. Menos tempo em movimento de busca, menos cansaço físico, menos erros. A produtividade do picking subiu. E aqui está o ponto crítico: quando você melhora o picking, você melhora tudo que vem depois. Conferência fica mais rápida, carregamento fica mais organizado, erros na entrega caem.

E assim que validei, expandir foi natural. Porque aqui está a coisa: quando você testa e funciona, a resistência some. As pessoas que trabalham veem o resultado. O gerente vê nos números. Você não está impondo uma mudança que pode falhar. Você está expandindo algo que você já provou que funciona.

Expandi o layout para toda a área de picking. E aí o resultado apareceu na produção geral. Uma melhora de 20 a 30% na produtividade de picking. E aqui vem o detalhe que ninguém presta atenção: sem nenhum investimento estrutural. Sem obra. Sem compra de equipamento. Sem parar a operação para reformar.

Você já parou para pensar no quanto de capacidade você está deixando na mesa por causa de layout? Não é raro. Vejo isso em operações o tempo inteiro. Empresas que têm espaço, mas não estão utilizando corretamente. E aí o gerente pensa em expandir quando na verdade precisava é reorganizar.

Mas tem mais. Quando você melhora picking, a operação inteira respira melhor. Os operadores estão mais felizes porque estão menos cansados. O picking fica mais rápido, aí os conferidores têm ritmo melhor. Os dirigentes de paletilha têm mais controle. É um efeito cascata.

E a segurança? Ah, a segurança melhora porque os operadores não estão correndo para compensar layout ruim. Não estão pulando, abaixando demais, estendendo demais os braços. Estão trabalhando numa altura ideal, num ritmo controlado.

Eu vejo muito gestor olhando para layout de forma estatística. ‘Temos X metros quadrados, processamos Y pedidos’. Mas layout não é só espaço, é fluxo. É movimento. É como você usa cada centímetro que tem.

Quando você entende isso, abre um leque de possibilidades. Porque aí você começa a questionar cada decisão de layout. Por que esse produto está nesse nível e não naquele? Por que esse corredor é tão largo? Por que esse ponto de conferência está tão longe? São perguntas simples, mas a maioria não faz.

Uma coisa que eu aprendi é que benchmarking não é só ir lá e pedir relatório. É ir lá e observar. Ficar um tempo na operação. Ver como as coisas funcionam de verdade, não só como estão documentadas. Porque no papel tudo é perfeito. Mas quando você vai lá, você vê as pessoas e vê como elas fazem contorno ao problema.

Os atacadistas que visitei? Eles têm sistemas sofisticados, mas a base é essa: otimizar cada movimento. Reduzir distância de picking. Aumentar densidade de produtos nos pontos de mais fácil acesso. É low-tech e high-impact.

E a montadora? Pior, era ainda mais rigorosa. Porque erro em montagem é mais caro que erro em picking. Então eles tinham zero tolerância para ineficiência. Tudo quanto é estação era pensado para mover a pessoa o mínimo possível.

Eu trouxe isso para a minha realidade. A minha operação de picking não é montadora, mas também não podia ignorar esses princípios.

O que ninguém fala é como isso muda a cabeça da equipe. Quando você melhora o layout, as pessoas veem que o gestor está pensando na operação dela. Você não está só cortando custo. Você está tornando o trabalho mais fácil. Menos erros, menos cansaço, menos pressão. Isso mantém pessoas boas na operação.

E financeiramente? Ganha em duas frentes. Você aumenta a produtividade, então por menos custo você processa mais volume. Ao mesmo tempo, reduz custo de erro, que é sempre invisível. Quantas devoluções você deixa de ter por melhorar picking?

Mas o meu ponto aqui é esse: se você está pensando em expandir sua operação, antes de pedir orçamento de obra, faça a lição de casa no layout que você já tem. Porque tem muito espaço sendo desperdiçado por causa de organização ruim.

Eu vejo consultores chegando com soluções prontas. Expandem o galpão e deixam o mesmo layout ruim. A pessoa está pagando muito por uma solução que resolve o sintoma, não a causa.

Testando em pequena escala antes de expandir, você tem informação. Você sabe se funciona. Você sabe qual é o custo. Você sabe qual é o impacto. Aí você expande com segurança.

E se não funcionar? Você aprendeu por pouco custo. Mas na maioria das vezes funciona porque você está seguindo princípios que já funcionam em lugares maiores e mais complexos.

Se você tem um desafio parecido na sua operação, de espaço limitado ou produtividade de picking, eu converso sobre isso. Porque essa é uma oportunidade que a maioria erra.

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