Eu encarava sete dias parados contando estoque todo ano.
E o culpado era aquele formulário picotado em duas vias espalhado no armazém.
Tratava aquilo como normal. Era só assim mesmo.
Aí percebi: o problema não é a contagem, é o mecanismo.
Troquei o formulário por tablets — cada contador registrava ao vivo, sem digitação depois.
Organizei o estoque antes com 5S — donos de rua responsáveis por cada corredor.
Coloquei TVs mostrando o andamento em tempo real — criou ritmo que papel nenhum conseguia criar.
Sete dias virou dois. Depois virou um e meio.
Não foi tecnologia cara.
Foi entender onde quebrava de verdade.
Você tem algum processo na sua operação que parece custoso porque ninguém parou pra questionar o mecanismo?
E sabe o que me incomodava mais? Não era o tempo. Era o formulário picotado em duas vias colado em cada posição do armazém.
Primeiro contador chegava, destacava a primeira via, contava. Segundo contador chegava, destacava a segunda via, recontava. Depois vinha o time de digitação lançando tudo no sistema, linha por linha, número por número.
Sete dias de operação travada. Sete dias de custo. Sete dias de estresse.
Aí eu parei e pensei: o problema não é a contagem, é o mecanismo.
Troquei o formulário picotado por tablets. Cada contador registrava na hora, sem papel, sem digitação posterior. Antes disso, organizei o estoque com antecedência — um trabalho de 5S com donos de rua responsáveis por cada corredor.
Coloquei TVs espalhadas pela fábrica mostrando o andamento em tempo real. Todo mundo via quanto faltava. Criou um ritmo que formulário nenhum conseguia criar.
Resultado: sete dias virou dois. Depois virou um e meio.
Não foi tecnologia cara. Foi entender onde o processo estava quebrando de verdade.
Me segue para não perder o próximo vídeo.
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